INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE DEFICIÊNCIA VISUAL
1 - CONCEITO
O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira). Segundo a OMS (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ou execução de uma tarefa.
2 - CLASSIFICAÇÃO
Há vários tipos de classificação. De acordo com a intensidade da deficiência, temos a deficiência visual leve, moderada, profunda, severa e perda total da visão. De acordo com comprometimento de campo visual, temos o comprometimento central, periférico e sem alteração. De acordo com a idade de início, a deficiência pode ser congênita ou adquirida. Está-se associada a outro tipo, como surdez, por exemplo, a deficiência pode ser múltipla ou não.
3- DADOS ESTATISTICOS
Segundo a OMS-Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente. Dados oficiais de cada país não estão disponíveis.
4- CAUSAS
De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas.
• Causas congênitas: amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita.
• Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.
5. FATORES DE RISCO
• Histórico familiar de deficiência visual por doenças de caráter hereditário: por exemplo glaucoma.
• Histórico pessoal de diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas que podem levar a comprometimento visual, por exemplo: esclerose múltipla.
• Senilidade, por exemplo: catarata, degeneração senil de mácula.
• Não realização de cuidados pré-natais e pre-maturidade.
• Não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas (por exemplo durante o uso de solda elétrica).
• Não imunização contra rubéola da população feminina em idade reprodutiva, o que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e conseqüente acometimento visual.
6. IDENTIFICAÇÃO
Alguns sinais característicos da presença da deficiência visual na criança são desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixa aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o borramento súbito ou paulatino da visão. Em ambos os casos, são vermelhidão, mancha branca nos olhos, dor, lacrimejamento, flashes, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões e tropeços em móveis.
Em todos os casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica para diagnóstico do processo e possível tratamentos, em caráter de urgência.
7. DIAGNÓSTICO
Obtido através do exame realizado pelo oftalmologista que pode lançar mão de exames subsidiários. Nos casos em que a deficiência visual está caracterizada, deve ser realizada avaliação por oftalmologista especializado em baixa visão, que fará a indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.
Cegueira.
É considerado cego aquele que apresenta desde ausência total de visão até a perda da percepção luminosa. Sua aprendizagem se dará através da integração dos sentidos remanescentes preservados. Terá como principal meio de leitura e escrita o sistema Braille. Deverá, no entanto, ser incentivado a usar seu resíduo visual nas atividades de vida diária sempre que possível.
Visão Subnormal ou Baixa Visão•
É considerado portador de baixa visão aquele que apresenta desde a capacidade de perceber luminosidade até o grau em que a deficiência visual interfira ou limite seu desempenho. Sua aprendizagem se dará através dos meios visuais, mesmo que sejam necessários recursos especiais.
Tanto a cegueira total quanto à visão subnormal pode afetar a pessoa em qualquer idade. Bebês podem nascer sem visão e outras pessoas podem tornar-se deficientes visuais em qualquer fase da vida. A perda de visão pode ocorrer repentinamente de um acidente ou doença súbita, ou tão gradativamente que a pessoa atingida demore a tomar consciência do que está acontecendo. Ela também ocorre independentemente de sexo, religião, crenças, grupo étnico, raça, ancestrais, educação, cultura, saúde, posição social, condições de residência ou qualquer outra condição específica.
A deficiência visual interfere em habilidades e capacidades e afeta não somente a vida da pessoa que perdeu a visão, mas também dos membros da família, amigos, colegas, professores, empregadores e outros. Entretanto, com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significará o fim da vida independente e não ameaçará a vida plena e produtiva.
Cuidados na gravidez é importante.
É importante seguir corretamente o pré-natal, evitando problemas de visão, não só da mãe, mas também do filho que vai nascer.
Doenças como rubéola e toxoplasmose, afetando a mãe nos três primeiros meses da gravidez, podem causar cegueira e problemas neurológicos na criança.
8.CATARATA
A catarata é uma doença em que o cristalino, que é a lente natural do olho, situada atrás da pupila, torna-se opaco, impedindo a passagem de luz até a retina, onde as imagens são formadas e transmitidas ao cérebro. A pupila torna-se esbranquiçada e o cristalino fica com uma coloração leitosa. A formação da imagem fica parcial ou totalmente prejudicada. O que pode causar a catarata? A forma mais comum de catarata é a que acontece depois dos 60 anos de idade, como resultado do envelhecimento. No entanto, a catarata pode acontecer antes dessa idade por vários outros fatores como traumatismos, inflamações oculares, predisposições genéticas ou defeitos congênitos, diabetes, exposição à luz ultravioleta, desnutrição, tabagismo e o uso de determinados medicamentos. Há uma forma de catarata que atinge crianças recém-nascidas, a catarata congênita. Ela é a principal causa de cegueira na infância, sendo responsável por 30% dos casos. Aparece mais nas crianças cujas mães tiveram alguma doença na gravidez, como rubéola, toxoplasmose ou sífilis ou nas que tiveram anomalias na formação.
Sintomas da Catarata.
Entre os mais comuns estão a visão constante nublada ou borrada, dificuldade na visão noturna, problemas com o excesso de luminosidade, como letreiros que parecem brilhantes demais à noite, ofuscamento pelas lâmpadas ou pelo sol, ou uma auréola em torno dos focos de luz, visão distorcida ou dupla dificuldade de leitura de letras miúdas como em catálogos telefônicos e bulas de remédios.
Prevenção e Tratamento.
Ainda não há nenhum método de prevenção específica para a catarata. O uso de colírios não ajuda no caso da catarata. O único tratamento disponível é a cirurgia, mas nem todas as cataratas são casos de urgência e precisam ser operadas. No caso das cataratas congênitas, no entanto, a cirurgia deve ser feita o mais cedo possível, pois é a única forma de dar à criança a possibilidade de ter alguma visão.
9. GLAUCOMA
O glaucoma é uma doença que causa lesões no nervo óptico, responsável por levar ao cérebro as informações visuais captadas pela retina e alterações no campo visual, podendo levar à cegueira. O que pode causar o glaucoma? a maior parte dos casos de glaucoma está relacionada ao aumento da pressão dentro do olho. Esse aumento na pressão ocular acontece por causa de uma falha no sistema de drenagem do humor aquoso, líquido que circula continuamente no interior do olho e que tem a função de nutrir as estruturas com as quais tem contato. O risco de apresentar a doença é maior para os negros, os míopes, pessoas com mais de quarenta anos de idade e pessoas com histórico familiar da doença. Além dos casos de glaucoma mais comuns, existem também duas outras formas da doença.Uma é o glaucoma congênito, que atinge crianças recém-nascidas. A outra, o glaucoma agudo, ocorre quando a pressão intra-ocular aumenta subitamente. Esse tipo atinge principalmente mulheres entre 40 e 60 anos de idade cujo ângulo da câmara interior do olho é estreita.
Sintomas do Glaucoma.
A manifestação mais comum de glaucoma, o glaucoma crônico simples, não é perceptível no início porque não provoca dor. Quando a pessoa percebe alguma coisa, em geral visão diminuída ou dor ocular, a doença já está em estágio avançado e irreversível. Nos casos de glaucoma agudo, a pessoa pode sentir dor ocular intensa, olho vermelho, visão borrada, dores de cabeça e, eventualmente, náuseas e vômitos. As crianças com glaucoma congênito lacrimejam muito, não toleram a luz e tem os olhos grandes, muitas vezes azulados ou esbranquiçados. A doença pode atingir um ou os dois olhos da criança.
Prevenção e Tratamento
O mais importante é diagnosticar a doença ainda no início do processo, antes que o nervo óptico tenha sido muito danificado. O diagnóstico é feito através da medição da pressão do olho, num exame indolor e rápido, que faz parte da rotina de uma consulta oftalmológica. Os exames de campo visual e de fundo de olho ajudam no diagnóstico e no controle da evolução da doença. É recomendável que toda pessoa faça pelo menos uma visita anual ao oftalmologista.
Quando o glaucoma é descoberto logo, há tratamentos eficientes. Às vezes, o uso correto de colírios ou outro medicamento recomendado pelo oftalmologista é suficiente para controlar a doença, impedindo uma evolução para a cegueira. Há, também, a possibilidade de cirurgia. Os glaucomas agudos e congênitos só são tratados com cirurgia, que deve ser realizada com urgência.
DEGENERAÇÃO SENIL DA MÁCULA OU DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE (DMRI)
A degeneração macular relacionada à idade (ou senil) é a lesão ou esgotamento da mácula do olho, que é uma área do fundo do olho que permite enxergar claramente pequenos detalhes. A DMRI é a maior causa de perda de visão central em ambos os olhos, após os 50 anos de idade. O que pode causar a MRI? Até o momento não se conhece a causa da DMRI. Sabe-se apenas que ela está relacionada com o envelhecimento, e pode atingir qualquer pessoa acima dos 50 anos. No entanto, as mulheres e os fumantes correm maior risco de contrair a doença, assim como pessoas com histórico familiar de DMRI e pacientes com níveis elevados de colesterol.
Sintomas da DMRI.
Nas fases iniciais da doença, não há sintoma algum: as alterações senis na retina podem co-existir com uma boa acuidade visual. A perda visual só ocorre nas fases mais avançadas da doença. Com o progredir da degeneração macular senil, começa a haver diminuição da visão central, afetando tanto a visão de longe quanto à de perto. Os sintomas mais comuns são: - visão levemente borrada, necessidade de mais luz para ler ou realizar outras tarefas, Dificuldade para reconhecer pessoas, ler, dirigir e realizar tarefas como colocar linha em agulha, aparecimento de uma mancha escura no centro do campo de visão
É importante saber que a DMRI tem duas formas: a forma "seca", mais freqüente (85% a 90% dos casos), onde a perda visual é gradual, lenta e, geralmente, de menor gravidade; e a forma "úmida",menos freqüente (10% a 15% dos casos), porém mais grave, pois determina perda súbita e intensa da visão central. Nesta forma, costuma ocorrer distorção das imagens ou aparecimento de uma mancha na visão.
Prevenção e Tratamentos.
O diagnóstico precoce da doença aumenta as chances de se evitar o seu progresso. A pessoa que perceber algum dos sintomas de DMRI deve procurar logo um oftalmologista.
Até alguns anos atrás, as opções de tratamento ou reabilitação visual eram bem mais limitadas. Hoje se pode dizer, sem medo, que há uma modalidade terapêutica ou de reabilitação visual apropriada para cada caso, dependendo da forma (seca ou úmida) e do estágio da doença. Essas terapias podem melhorar, estacionar ou tornar mais lenta a progressão da perda visual.
10.AMBLIOPIA
Ocorre quando a visão, especialmente das crianças, é baixa e insuficiente em um olho ou nos dois. Isso pode acontecer mesmo a vista estando aparentemente normal. O olho amblíope não teve amadurecimento normal da visão. É o chamado "olho preguiçoso".A ambliopia acontece porque cada um dos dois olhos envia uma imagem para o cérebro, que precisa juntá-las em um só. Quando os dois olhos enviam uma imagem para o mesmo objeto, fica fácil essa fusão das imagens; porém, quando cada olho está fixando um ponto, o cérebro recebe duas imagens muito diferentes entre si e não consegue trabalhar com ela; como defesa, elimina automaticamente a imagem que vem do olho desviado. Essa supressão do olho desviado faz com que não haja desenvolvimento de sua capacidade visual e ele acaba ficando mais fraco.
O que pode causar a ambliopia.
As causas mais freqüentes são: estrabismo, erros de refração (anisometropia, hipermetropia elevada), catarata congênita e qualquer outro fator que impeça o foco de imagens nítidas na retina. O estrabismo é responsável por 50% dos casos de ambliopia.
Prevenção e Tratamento.
A ambliopia é tratada com a prescrição de óculos e a utilização de tampão no olho sadio para se estimular o olho preguiçoso a desenvolver a visão. Se o olho amblíope não for tratado, a perda visual será irreversível.
CONCLUSÃO
Muitos alunos com deficiência visual tendem a isolar-se, pois não se sentem confiantes para se locomover e participar de atividades em grupo. O mais importante, nesse caso, é promover o contato social. Primeiro certificá-se de que, no início, o aluno terá monitoramento integral. Outros alunos podem ajudar nesse acompanhamento. Depois, retirá-se aos poucos do cenário, na medida em que o portador de deficiência visual adquira confiança. Mas sempre fique atento a qualquer pedido de auxílio.A deficiência visual pode se instalar gradativamente em qualquer pessoa. Por isso, esteja atento também a mudanças de comportamento de seus alunos.
BIBLIOGRAFIA
• www.acessobrasil.org.br/
• www.alzirazulmira.com
• www.novaescola.abril.com.Br
• www.terra.com.br
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Blog e o seu papel pedagógico
O emprego do blog, flog e vlog como ferramenta pedagógica é mais uma forma de nós professores ter uma interação como troca de informações junto aos nossos alunos.
Aproximação não se dá apenas pessoalmente, mas também virtualmente, a escola está ai para fazer e advir esta influência mútua entre professor e aluno, ocasionando uma parceria de interdisciplinaridade inovando a maneira de integração a aprendizagem através destes recursos, que não está acessível apenas na escola e sim fora do ambiente escolar, em que o aluno desvirtua as informações que a ele interessa, podendo contribuir para uma discussão em sala de aula.
Aproximação não se dá apenas pessoalmente, mas também virtualmente, a escola está ai para fazer e advir esta influência mútua entre professor e aluno, ocasionando uma parceria de interdisciplinaridade inovando a maneira de integração a aprendizagem através destes recursos, que não está acessível apenas na escola e sim fora do ambiente escolar, em que o aluno desvirtua as informações que a ele interessa, podendo contribuir para uma discussão em sala de aula.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Midias na educação matemática
O uso de mídias digitais na aprendizagem de conceitos matemáticos garatem que interação do aluno e que seja de modo espontâneo e intencional, comprometendo-se com suas tomadas de decisão frente aos desafios contextualizados e sua própria realidade. Os alunos se mostraram interessados, questionando-se e questionando aos colegas e aos docentes-orientadores na busca de novas informações e melhor compreensão delas.
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